Arquivos da categoria "Seu dinheiro":
18/12/2008 - 16:47
Nesta semana, o consultor financeiro Marcos Crivelaro fala dos incentivos fiscais que recebem os que ajudam a quem precisa:
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“Se há uma lição que esse menino veio ensinar
É que não há rei ou plebeu
E a todos devemos igualmente tratar
Principalmente a quem tudo perdeu*
 A Lei nº 8.069/90, que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente, permite, no artigo 260, que os contribuintes do Imposto de Renda, pessoas jurÃdicas tributadas com base no lucro real e pessoas fÃsicas optantes pela declaração de ajuste anual modelo completo, deduzam do imposto devido os valores de doações feitas aos Fundos de Atendimento à Criança e ao Adolescente.Â
O dinheiro vai para projetos desenvolvidos pelos Conselhos Municipais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente ou por entidades cadastradas. A vantagem é que, como os fundos são municipais e estaduais, as pessoas têm a possibilidade de acompanhar de perto o trabalho e fiscalizar a aplicação do dinheiro doado. Os projetos são voltados à proteção de crianças e adolescentes ameaçados de morte, combate à exploração sexual, atendimento socioeducativo para adolescentes em conflito com a lei, localização de crianças e jovens desaparecidos, entre outras iniciativas.
Além desse, temos outros incentivos fiscais: Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); Incentivo à Atividade Audiovisual; Incentivo ao Desporto. Mas, para contribuir com um desses incentivos, é preciso efetivar a contribuição até 31 de dezembro, para aproveitar o incentivo na declaração do ano seguinte.
O documento comprobatório da doação deverá ter os seguintes dados, que serão preenchidos na Declaração de Ajuste Anual do IRPF, no item “Relação de Pagamentos e Doações Efetuados”: nome da entidade beneficiada, CNPJ, Código e Valores pagos. É importante lembrar da necessidade de conservar os comprovantes emitidos pelas entidades beneficiadas durante o prazo de dez anos. Entre 2003 e 2006, o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNCA) destinou R$ 54,6 milhões para projetos que beneficiaram mais de 62 mil crianças e adolescentes em todo o paÃs.Â
Para garantir a efetivação dos direitos da criança e do adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – prevê um mecanismo de financiamento da polÃtica de atendimento desses direitos: são os fundos. O funcionamento do FIA (Fundo para a Infância e Adolescência) é uma das diretrizes da polÃtica de atendimento do ECA (artigo 88, III). Neste artigo, o ECA prevê a criação de fundos em todos os nÃveis de governo – federal, estaduais e municipais.
Sem dúvida, nesse momento, nossas doações devem ser voltadas para as crianças catarinenses. O FIA de cada cidade é o órgão captador e aplicador de recursos a serem utilizados segundo diretrizes do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Secretaria da Criança e do Adolescente. Para saber mais, acesse: FIA–ITAJAàe FIA–BLUMENAU”
Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
**Adaptado de Frank Oliveira
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11/12/2008 - 16:26
Com a alta do dólar, as viagensi nternacionais no fim do ano ficaram comprometidas. Se você decidiu trocar a neve da Europa pelas praias brasileiras, siga as dicas do consultor financeiro Marcos Crivelaro para não perder dinheiro:Â
“Ah! Finalmente o Natal! Passaporte, viagem internacional, pinheiro, neve, lareira, esqui… Desculpe, mas a alta do dólar causou uma avalanche nesse sonho. Então, ao acordar, por causa de uma “bolada†de frescobol (acompanhada de um grito de desculpas), o que você vê ao seu redor? Praia cheia, sol, vendedores ambulantes, congestionamentos e falta d’água. Ou seja, sai o dólar e entra (em praia) o real.
- VIAGEM DE CARRO: vamos a la playa! Contenha a euforia de descer a Serra do Mar e faça uma revisão preventiva no seu veÃculo, pois é a mais econômica. Aproveite, caso tenha direito, a oferecida pela sua companhia de seguro. Verifique o sistema de arrefecimento, as condições das mangueiras, o nÃvel do óleo do motor e também o da caixa de direção, o estado de conservação dos pneus (lembre-se de calibrar o pneu reserva) e freios, a eficiência dos faróis e das palhetas dos limpadores dos vidros dianteiro e traseiro que não podem estar trincadas e ressecadas.
- HOTEL OU ALUGUEL: alugar uma casa para as férias pode ser uma alternativa econômica para famÃlia numerosa. Dica: prefira alugar casas que forem indicadas por conhecidos e próximas de centros comerciais. Os pontos negativos de alugar uma casa podem ser: falta de segurança, falta de conforto e longa distância da praia, que provoca a necessidade de se utilizar o automóvel. O hotel é indicado para famÃlias menores, que buscam aliar conforto, mordomia e segurança.
- QUAL É A SUA PRAIA: pesquisa feita pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 41 imobiliárias de cidades litorâneas apurou que o aluguel diário de um imóvel com quatro dormitórios no Guarujá está cotado a R$ 1.166,67. Em Ubatuba, uma casa com o mesmo porte está sendo ofertada por R$ 380,00 por dia de locação. Na faixa litorânea mais procurada em São Paulo, onde estão Guarujá e Santos, todos os aluguéis estão mais caros do que no ano passado.”
*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
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02/12/2008 - 19:33
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Nesta semana, o consultor financeiro Marcos Crivelaro* compara os preços dos alimentos para a ceia de Natal neste ano e em 2007. O resultado: muito aumento de preço…
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“No Natal passado, o consumidor escolheu o que comprar de acordo com o prazo de pagamento. Nesse ano, o diferencial será o preço. A ordem é pesquisar na busca pelo valor unitário mais barato (por quilo ou por litro) e comprar produtos a granel ou em embalagens econômicas. Na hora da ceia, evite comprar produtos em embalagens de 100 ou 200 gramas, pois o custo comparativo por quilo praticamente duplica.
Uma dica é juntar-se com amigos e familiares para comprar os produtos da ceia natalina em grande quantidade e dividir as despesas para que todos possam saborear vários pratos sem desperdÃcio. Os tradicionais alimentos natalinos são aves, cortes suÃnos, castanhas, amêndoas e frutas secas, sem esquecer-se dos vinhos e espumantes.Â
Os consumidores devem preparar o bolso para um aumento sensÃvel no preço da ceia de Natal deste ano. Se a origem dos produtos é nacional, o aumento médio é de 10% (para você ter uma idéia, a inflação anual esperada é de 6,5%). Mas se os produtos forem importados, por exemplo bacalhau, vinhos e azeite, o aumento médio esperado pode atingir até 50%, devido ao aumento do dólar. Barato mesmo apenas os arranjos de mesa, guirlandas, velas e iluminação. Os preços variam entre R$ 0,99 e R$ 5,00.Â
Abaixo, está um gráfico dos aumentos de preços de 8 produtos em relação ao Natal passado. A menor variação está por conta da castanha-de-caju (23%) e o responsável pela maior variação (158%) é o damasco turco seco:

O pernil suÃno chega à s gôndolas com aumento de 75%, custando em torno de R$ 7 por quilo. Uma peça padrão de mercado não sairá por menos de R$ 65. Já produtos mais sofisticados possuem um preço unitário maior: tender bolinha R$ 35/kg, peru R$ 10/kg, chester R$ 9,5/kg.Â
O bacalhau, muito apreciado por todos, está em média 12,5 % mais caro que no Natal de 2007. A previsão é que o tipo mais barato, o Saithe, seja comercializado neste final de ano entre R$ 15 e R$ 20 o quilo. O figo e o damasco, ambos importados da Turquia, além do pistache, mais que dobraram de preço”.
*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
Leia também: Ceia de Natal: casa, restaurante ou hotel?
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24/11/2008 - 16:54
Ainda não resolveu se vai fazer a ceia de Natal em casa neste ano? Veja a comparação de preços que o consultor financeiro Marcos Crivelaro* fez e decida o que é melhor para o seu bolso nesse fim de ano:
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“Natal é uma data de encontro com a famÃlia, parentes distantes e amigos. Casa cheia, cozinha repleta, alta temperatura por causa do forno e mesa tomada por vários pratos em preparação. Muito trabalho, muita comida e muito desperdÃcio! Esse cenário agrada a todos? Mário de Andrade, com muita inteligência, retratou a sua indignação com a mesmice das ceias natalinas que vivenciou até a morte do seu pai. E deu um grito de liberdade desejando comer peru.Â
‘Era costume sempre, na famÃlia, a ceia de Natal. Ceia reles: castanhas,
 figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas, nozes
 castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso
 que arrebentei com uma das minhas “loucuras”: Bom, no Natal, quero comer peru!’
 Adaptado de O Peru de Natal (Contos Novos, 1947), Mário de Andrade.
Como será a sua ceia de Natal? Qual loucura você planeja fazer nesse fim de ano? Cuidado! Consulte seu bolso e analise se esse ato não vai fazer você pagar um financiamento até o Dia das Mães.
Ceia em casa
A grande maioria das pessoas prefere saborear isoladamente a ceia na própria residência ou compartilhar com outras famÃlias. Em ambos os casos, é importante pensar previamente no cardápio e na quantidade (peso) de cada prato. Lembre-se: não é nada agradável ficar devorando o mesmo peru ou pernil até o Ano Novo… Faça, em pequenas quantidades, comidas que rapidamente perdem qualidade: maionese e saladas. Verifique se existem convidados com restrição alimentar ou se sofrem de alguma alergia, pois eles requerem alimentação diferenciada e, consequentemente, mais cara.
Uma ceia em casa sai com o custo estimado de, no mÃnimo, R$ 30,00 por pessoa.
Ceia em um restaurante
Muita gente nunca passou a ceia de Natal na mesa de um restaurante. É uma excelente dica para famÃlias pequenas e cujos integrantes gostam de degustar vários pratos ou possuem gostos alimentares distintos. Já está na hora de fazer a reserva porque poucos são os estabelecimentos que disponibilizam jantares diferenciados. Churrascaria é uma excelente opção para quem não abre mão de um assado ou um churrasco servido por um garçom vestido de Papai Noel.Â
Mas prepare o bolso, pois os valores a serem ouvidos no telefone no momento de cotar vários lugares podem variar de R$ 50,00 a R$ 200,00.
Ceia em hotel
Se parte dos convidados vem de outra cidade, descobrir um hotel com restaurante funcionando na noite de Natal permite que você não tenha que ceder a sua cama nem tirar senha para sentar no sofá. Até para quem mora na mesma cidade pode ser interessante reservar um quarto, para poder degustar as bebidas e um eventual show ao vivo e o brunch natalino à beira de uma piscina. E as crianças? Não se preocupe, estão com os monitores.
Das três opções, essa é mais cara – reserve pelo menos R$ 300,00 por pessoa”.
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*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
Leia mais dicas do consultor Marcos Crivelaro
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19/11/2008 - 11:45
Nessa semana, o consultor financeiro Marcos Crivelaro faz as contas e mostra para a gente quanto é preciso trabalhar para comprar a comida da Ceia de Natal neste ano:
“A pouco mais de um mês para o Natal, ao que tudo indica, a ceia dos brasileiros não deverá ser das mais fartas devido, principalmente, aos preços das carnes tÃpicas das festas de fim de ano, como pernil e as aves.Â
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de EstatÃstica e Estudos Econômicos), em setembro do ano passado, o trabalhador que ganhava um salário mÃnimo na cidade de São Paulo gastava o equivalente a 112 horas e 31 minutos de serviço para comprar uma cesta básica. Os dados atualizados, levando-se em conta o mesmo perÃodo de 2008, mostram que para adquirir os mesmos produtos de consumo são necessárias 124 horas e 25 minutos de trabalho, um aumento de 10%.Â
Ao olhar o preço por quilo e o preço total do tradicional pernil e das aves, normalmente vendidos em peças grandes, de 3 a 10 quilos, podemos calcular quantas horas de trabalho são necessárias para pagar esses itens que são presença obrigatória da mesa dos brasileiros no Natal. Com o aumento constante no preço das carnes, que chegou a 2% na terceira semana de outubro, de acordo com o Ãndice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), para comprar 6 kg de carne para o Natal, a um preço médio de R$ 15,00/kg, o trabalhador que ganha um salário de R$ 450,00 (R$ 2,00/hora) precisará trabalhar 45 horas - mais de uma semana.Â
Levando em conta o gasto de R$ 90,00 apenas com a carne, para quem ganha um salário mensal de R$ 1.200,00, serão necessárias cerca de 16 horas, ou seja, dois dias de trabalho, enquanto para o trabalhador que recebe R$ 2.500,00 o valor equivale a um dia de esforço.
Todos nós sabemos que a Ceia de Natal não se resume apenas a 6 kg de carne. Acrescentando as frutas natalinas, frutas frescas e bebidas, entre outros, é possÃvel prever que 2008 não será lembrado como o ano do Natal dos sonhos para a maioria dos brasileiros.”
*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
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Leia também: Marcos Crivelaro mostra a melhor forma de gastar o seu 13º salárioÂ
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10/11/2008 - 18:19
Todas as semanas, o consultor de finanças Marcos Crivelaro vai dar algumas dicas aqui no blog de como controlar seus gastos no fim de ano sem deixar de aproveitar as festas. Hoje, ele fala sobre a melhor forma de usar o seu 13º salário:
 
“Nesse último trimestre do ano, o brasileiro está mais empregado. Segundo o Dieese, a taxa de desemprego no paÃs recuou para 14,1% em setembro - a menor taxa para um mês de setembro desde 1998. Agora, em novembro, entra mais dinheiro no bolso do trabalhador, com a primeira parcela do 13º salário. No ano passado, o 13° injetou R$ 64 bilhões na economia brasileira. Neste ano, a estimativa é de alcançar R$ 70 bilhões. Mas como os brasileiros devem utilizar corretamente esses recursos?
1º – Pagamento de dÃvidas: se possuir mais de uma, elimine primeiro as dÃvidas de valores mais baixos. Se as dÃvidas forem longas, analise o contrato e pague o maior número de parcelas com descontos. Não contraia mais dÃvidas por conta das compras de Natal – isso não é uma estratégia inteligente caso ainda reste dÃvidas para pagar.
2° – Presentes & Festas: presentes para famÃlia, amigos secretos na empresa, na academia, com os vizinhos… E as despedidas de final de ano? Começa dezembro e todos os finais de semana já estão comprometidos. Infelizmente, não é possÃvel comprar e participar de tudo… Faça as contas e utilize, se possÃvel, apenas o dinheiro disponÃvel, comprando à vista. Se tiver que parcelar, divida o valor em, no máximo, 3 vezes.
3° – Férias: muitas famÃlias desistiram de viagens internacionais por causa do aumento do dólar. As vendas de pacotes caÃram e as empresas estão reagindo oferecendo viagens com dólar abaixo de R$ 2,00. Nos roteiros nacionais (muitos já esgotados), as opções diferentes para evitar aeroportos lotados são os cruzeiros marÃtimos, as viagens rodoviárias e os passeios a hotéis-fazenda ou para a praia no próprio estado onde reside.
4º – Impostos: ano novo, novos impostos! IPTU, IPVA, licenciamento de carro, anuidades, material escolar etc. Não vá financiar tudo e começar o ano no vermelho. Por isso é importante deixar uma reserva de dinheiro para pagar alguns itens à vista. Questione a si mesmo sobre a necessidade dos serviços no qual paga anuidade. Busque descontos e pesquise as ofertas dos concorrentes. Dica: pague o IPVA à vista e parcele o IPTU e o material escolar (após exaustiva pesquisa de preços).”
*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro “Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucessoâ€.
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